O plano nasce do desvio, não da reunião
Em obra, a medição semanal ou mensal já entrega o problema medido: qual serviço está atrasado, quantos dias, e quanto isso custa em avanço físico e em desembolso.
O plano de ação pega os dois ou três desvios de maior impacto no caminho crítico e transforma cada um em ações com responsável e prazo. Desvio fora do caminho crítico entra em observação, não em plano — ou o plano fica grande demais para ser executado.
| Tipo de desvio | Onde investigar | Indicador do plano |
|---|---|---|
| Prazo de um serviço | Suprimento, efetivo, frente liberada, clima | Avanço físico do serviço na medição seguinte |
| Custo acima do orçado | Quantitativo, produtividade, preço de insumo | Desvio de custo por item de orçamento |
| Retrabalho | Projeto, execução, inspeção | Nº de não conformidades por serviço inspecionado |
| Interferência entre equipes | Sequenciamento, liberação de frente | Nº de paradas por indisponibilidade de frente |
Exemplo preenchido: atraso na alvenaria
Diagnóstico: a alvenaria da torre A atrasou 11 dias, causada por entrega de blocos em três lotes. As torres B e C têm o mesmo fornecimento programado.
| Ação | Quem | Quando | Indicador |
|---|---|---|---|
| Antecipar a compra de blocos para as torres B e C | Rogério Lima, eng. residente | Pedido até 12/09 | Entrega única confirmada em contrato |
| Liberar área de estoque para o lote único | Encarregado de pátio | Até 20/09 | Área demarcada e liberada |
| Reprogramar a equipe de alvenaria da torre A | Mestre de obras | Semana de 15/09 | Avanço físico do serviço na medição de outubro |
| Revisar o sequenciamento das torres B e C | Planejamento | Até 30/09 | Novo cronograma aprovado e distribuído |
| Incluir prazo de entrega em cláusula de fornecimento | Suprimentos | Próximo contrato | Cláusula presente nos contratos assinados |
A última linha é a ação corretiva
As quatro primeiras resolvem esta obra. A quinta impede que o mesmo aconteça na próxima. Planos de obra costumam ter só as quatro primeiras — e é por isso que o mesmo tipo de atraso reaparece empreendimento após empreendimento.
Amarre o plano à medição
A revisão do plano deve acontecer na mesma reunião em que a medição é discutida, não em uma reunião própria. Plano de obra com agenda separada é o primeiro item a cair quando o canteiro aperta — e é justamente quando ele seria mais necessário.
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Abrir o gerador →Perguntas frequentes
De onde tirar o diagnóstico do plano de ação em obra?
Do cronograma físico-financeiro e da medição. Eles já mostram qual serviço desviou, quantos dias e quanto isso representa em avanço e em desembolso.
Todo desvio vira linha do plano?
Não. Só os desvios no caminho crítico e os de maior impacto em custo. O resto entra em observação — plano que tenta cobrir todos os desvios não é executado.
Com que frequência revisar?
Na mesma reunião em que a medição é discutida. Plano com agenda própria é o primeiro item a cair quando o canteiro aperta.
Quem deve ser o responsável de cada linha?
Quem tem autoridade sobre o recurso que a ação exige: suprimentos para compra, mestre para efetivo, planejamento para sequenciamento. Colocar tudo no engenheiro residente concentra e trava.
