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Diagrama de Pareto: como usar a regra 80/20

Pareto responde uma pergunta só, e responde bem: entre todas as causas de um problema, quais poucas respondem pela maior parte das ocorrências?

Atualizado em 27.08.2026

Barras decrescentes com uma curva acumulada cruzando o gráfico.

A ideia em uma frase

Ordene as causas por frequência, da maior para a menor, e acumule o percentual. Na maior parte dos casos, duas ou três causas respondem por 70% a 80% das ocorrências — e é nelas que a ação rende.

A proporção 80/20 é uma observação empírica frequente, não uma lei. Às vezes são 60/20, às vezes 90/10. O que importa é a forma da curva, não o número exato.

Como montar, passo a passo

  1. Escolha o período e a unidade de contagem. Ocorrências, reclamações, peças refugadas, horas paradas. A unidade precisa ser a mesma para todas as causas — misturar horas e ocorrências invalida a comparação.
  2. Conte as ocorrências por causa. Uma folha de verificação durante duas a quatro semanas costuma bastar. Contar de memória produz a ordem que a equipe já supunha.
  3. Ordene da maior para a menor. E calcule o percentual de cada causa sobre o total.
  4. Acumule o percentual. Some o percentual de cada causa aos anteriores. É a coluna acumulada que mostra onde está o corte.
  5. Corte onde o acumulado passa de 70% a 80%. As causas acima do corte são o alvo. As de baixo entram em observação.

Exemplo: paradas de linha em um mês

CausaHoras%% acumulado
Troca de matriz3834%34%
Falta de material2724%58%
Falha elétrica1917%75%
Ajuste de qualidade1211%86%
Falta de operador98%94%
Outros76%100%

Três causas respondem por 75% das horas paradas. Atacar as três primeiras rende muito mais que espalhar esforço pelas seis — e as três de baixo somam menos que a primeira sozinha.

Cuidado com a categoria “Outros”

Se “Outros” aparece entre as três primeiras, a categorização está grossa demais e o Pareto não vai ajudar. Abra a categoria e recomece a contagem — é sinal de que as causas relevantes estão escondidas dentro dela.

Pareto e matriz GUT

Pareto<a href="/matriz-gut/">Matriz GUT</a>
BaseContagem real de ocorrênciasJulgamento da equipe
Melhor quandoExiste registro do que aconteceNão há dado, ou os problemas são de natureza diferente
RiscoFrequente não é o mesmo que gravePercepção influenciada pelo caso mais recente

O risco do Pareto merece atenção: a causa mais frequente nem sempre é a mais grave. Um problema raro com consequência séria — acidente, perda de cliente grande — pode não aparecer no topo e ainda assim ser prioridade. Nesses casos, combine as duas ferramentas.

Depois do Pareto

Pareto diz onde agir, não por que o problema acontece. As causas do topo entram na análise de causa — com 5 porquês ou Ishikawa — e só depois viram plano de ação.

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Perguntas frequentes

O que é o diagrama de Pareto?

É um gráfico que ordena as causas de um problema por frequência, da maior para a menor, com uma linha de percentual acumulado. Ele mostra quais poucas causas respondem pela maior parte das ocorrências.

A regra 80/20 é uma lei?

Não. É uma observação empírica frequente. Às vezes a proporção é 60/20, às vezes 90/10. O que importa é a forma da curva, não o número exato.

Onde cortar no diagrama de Pareto?

Onde o percentual acumulado passa de 70% a 80%. As causas acima do corte são o alvo; as demais entram em observação.

E se “Outros” ficar entre as primeiras causas?

A categorização está grossa demais. Abra a categoria e refaça a contagem — as causas relevantes estão escondidas dentro dela.

Pareto substitui a matriz GUT?

Não. Pareto prioriza por frequência real; a GUT prioriza por julgamento, incluindo gravidade. Um problema raro e grave pode não aparecer no topo do Pareto e ainda assim ser prioridade.

Leonardo Rezende

Leonardo Rezende

Editor, Plano de Ação

Escrevo sobre planejamento, execução e ferramentas de gestão. Todos os modelos publicados aqui são produzidos e testados por mim antes de ir ao ar. Sobre o site →

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