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Plano de ação de RH: absenteísmo, turnover e clima

RH tem os indicadores mais fáceis de calcular e os mais difíceis de agir sobre — porque quase sempre a causa está fora do RH.

Atualizado em 27.08.2026

Os quatro planos mais frequentes

TemaIndicador de partidaOnde a causa costuma estar
Absenteísmo% de horas perdidas sobre horas previstasTurno, liderança direta, condições de trabalho
TurnoverDesligamentos sobre quadro médio, por áreaSeleção, integração, liderança, faixa salarial
ClimaResultado da pesquisa, por dimensão e por áreaComunicação, reconhecimento, carga de trabalho
Desenvolvimento (PDI)% de PDIs com ação concluída no prazoFalta de tempo do gestor, plano genérico demais

Em todos, o primeiro movimento é o mesmo: quebrar o indicador por área e por liderança. Turnover de 28% na empresa costuma ser 12% em cinco áreas e 60% em uma — e o plano para 28% não resolve nenhuma das duas situações.

Exemplo preenchido: absenteísmo na operação

Diagnóstico: absenteísmo de 8,4% na operação contra meta de 4%, concentrado no turno da noite. Meta: chegar a 5% até o fim do semestre.

AçãoQuemQuandoIndicador
Cruzar faltas por turno, setor e dia da semanaAnalista de RH10/09Planilha com a distribuição dos últimos 12 meses
Entrevistar os 15 maiores casosBusiness partner30/0915 entrevistas com roteiro padrão, registro confidencial
Agrupar as causas em no máximo 5 categoriasAnalista de RH07/10Diagrama de Ishikawa consolidado
Definir uma ação por categoria de causaGerência e RH14/10Plano da segunda rodada aprovado
Publicar o indicador mensal às liderançasAnalista de RHMensal% de absenteísmo por área, enviado no dia 5

Cuidado com o dado individual

Planos de RH lidam com informação sensível de pessoas. O plano é documento de organização e circula: nele entram categorias e números agregados, nunca nomes de quem faltou, motivo de afastamento ou qualquer dado de saúde. Esses registros ficam nos sistemas próprios, com o controle de acesso que a LGPD exige.

O erro mais caro em plano de RH

Terminar o diagnóstico em “falta de engajamento”. Não é uma causa: é a descrição do sintoma com outras palavras, e ela leva direto a ações genéricas — campanha de valorização, ginástica laboral, comunicado da diretoria.

Pergunte “por quê” até chegar a algo sobre o que a organização tenha controle: escala mal dimensionada, liderança sem preparo para dar retorno, transporte no turno da noite, carga concentrada em poucas pessoas. Essas causas rendem ações verificáveis.

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Perguntas frequentes

Como começar um plano de ação de RH?

Quebrando o indicador por área e por liderança antes de listar qualquer ação. Um número consolidado esconde justamente a área onde o problema está concentrado.

Dados de pessoas podem entrar no plano?

Não. O plano trabalha com categorias e números agregados. Nome de quem faltou, motivo de afastamento e qualquer dado de saúde ficam nos sistemas próprios, com o controle de acesso que a LGPD exige.

“Falta de engajamento” pode ser a causa?

Não é causa, é sintoma reescrito. Continue perguntando por quê até chegar a algo sobre o que a organização tenha controle — escala, liderança, carga, transporte.

Quanto tempo até o indicador de RH se mover?

De um a dois trimestres para absenteísmo e clima; de dois a quatro para turnover, porque o efeito de mudanças em seleção e integração só aparece nas contratações seguintes.

Quem deve ser o responsável das linhas?

Frequentemente a liderança da área, não o RH — porque é lá que a causa costuma estar. Plano de RH com todas as linhas no próprio RH costuma ser plano que não chegou à causa.

Leonardo Rezende

Leonardo Rezende

Editor, Plano de Ação

Escrevo sobre planejamento, execução e ferramentas de gestão. Todos os modelos publicados aqui são produzidos e testados por mim antes de ir ao ar. Sobre o site →

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