
Os cinco critérios
| Letra | Critério | Pergunta de verificação |
|---|---|---|
| S | Específica | Está claro o que exatamente vai mudar, e onde? |
| M | Mensurável | Existe um número de partida e um de chegada? |
| A | Atingível | Já foi feito antes, aqui ou em lugar comparável? |
| R | Relevante | Se atingirmos, o problema real melhora? |
| T | Temporal | Tem data, e não um período vago? |
Reescrevendo metas na prática
| Como costuma vir | O que falta | Reescrita |
|---|---|---|
| Melhorar o atendimento ao cliente | Tudo | Reduzir o tempo médio de resposta de 19h para 4h até 30/11 |
| Aumentar as vendas | Número de partida e prazo | Elevar a conversão de reunião para proposta de 19% para 30% até 31/03 |
| Reduzir o refugo o quanto for possível | Chegada e prazo | Reduzir o refugo da estamparia de 4,1% para 1,5% até o fim do trimestre |
| Melhorar a leitura dos alunos | Instrumento e prazo | Elevar de 40% para 70% os alunos do 5º ano no nível adequado de fluência até a sondagem de novembro |
O critério que mais falta é o M
E dentro dele, o valor de partida. “Chegar a 70%” sem dizer de onde se está partindo impede qualquer avaliação de avanço — e é o apontamento mais comum quando um plano volta para correção.
O critério A: atingível não é fácil
Atingível costuma ser lido como “modesto”, e aí a ferramenta vira desculpa para meta baixa. O critério é outro: existe caminho plausível até lá com os recursos disponíveis?
A pergunta que resolve: isso já foi feito antes, aqui ou em contexto comparável? Se sim, é atingível mesmo sendo ambicioso. Se ninguém nunca chegou perto, provavelmente falta uma etapa intermediária antes.
O critério R: o mais fácil de esquecer
Relevância pergunta se a meta, atingida, resolve alguma coisa. Parece óbvio e não é: metas costumam ser escolhidas porque são fáceis de medir, não porque importam.
Exemplo clássico: “realizar 8 treinamentos no ano”. É específica, mensurável, atingível e temporal — e completamente irrelevante, porque treinamento realizado não é o mesmo que competência adquirida. A versão relevante mede o efeito, não a atividade.
Onde a SMART se encaixa
Ela entra na etapa Plan do ciclo PDCA, depois da análise de causa e antes do plano de ação. Escrever a meta antes de entender a causa produz meta bem formatada na direção errada — e o formato torna o erro mais difícil de perceber.
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Abrir o gerador →Perguntas frequentes
O que significa SMART?
Specific, Measurable, Achievable, Relevant e Time-bound — específica, mensurável, atingível, relevante e temporal. É um checklist para verificar se a meta escrita poderá ser conferida depois.
Qual critério SMART mais falta nas metas?
O M, e dentro dele o valor de partida. “Chegar a 70%” sem dizer de onde se está partindo impede qualquer avaliação de avanço.
Atingível quer dizer meta fácil?
Não. Quer dizer que existe caminho plausível com os recursos disponíveis. A pergunta é se isso já foi feito antes, aqui ou em contexto comparável.
Qual a diferença entre meta e objetivo?
O objetivo diz a direção e não tem número; a meta diz quanto, de quanto para quanto e até quando. Um objetivo pode ter várias metas.
A SMART serve para meta pessoal?
Serve, e é onde o critério R costuma fazer mais diferença: metas pessoais são frequentemente escolhidas por serem fáceis de medir, não por importarem.
