
O que é e para que serve
É um diagrama em forma de espinha de peixe: o problema fica na cabeça, à direita, e as causas possíveis se distribuem pelas espinhas, agrupadas em categorias. Também é chamado de diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe.
A função dele é ampliar o leque antes de decidir. Em discussão livre, uma equipe converge rápido demais para a primeira causa plausível — geralmente a que alguém já suspeitava. As seis categorias forçam a olhar para onde ninguém olharia.
| Categoria | O que entra nela | Pergunta que ajuda |
|---|---|---|
| Método | Procedimento, sequência de trabalho, critério de decisão | O jeito de fazer favorece o erro? |
| Máquina | Equipamento, ferramenta, software, manutenção | O equipamento está adequado e em condição de uso? |
| Mão de obra | Treinamento, dimensionamento, rotatividade, comunicação | Quem executa sabe, pode e tem tempo de fazer certo? |
| Material | Insumo, matéria-prima, fornecedor, especificação | O material recebido atende à especificação? |
| Medição | Instrumento, critério de aceitação, frequência de inspeção | A medição detecta o problema quando ele ocorre? |
| Meio ambiente | Layout, temperatura, ruído, iluminação, organização | O ambiente atrapalha a execução correta? |
Variações do 6M
Em serviços, é comum usar o 4P — políticas, procedimentos, pessoas e planta. Em ambientes administrativos, muitas equipes reduzem para quatro categorias. Vale adaptar: o que não vale é ter só duas, porque aí a categorização deixa de forçar a ampliação do leque.
Como conduzir a análise
- Escreva o problema na cabeça do peixe. Com número. “Refugo de 4,1% na estamparia”, não “problemas de qualidade”. Problema vago produz causas vagas.
- Percorra as seis categorias, uma por vez. Sem julgar. Nesta fase toda hipótese entra, inclusive as improváveis — julgar durante o levantamento é o que faz a equipe calar.
- Aprofunde cada causa com “por quê”. Uma causa listada raramente é a raiz. Use os 5 porquês em cada espinha que parecer promissora.
- Marque as causas mais prováveis. Aí sim, julgue. Três a cinco causas para investigar, escolhidas pelo grupo — não pela pessoa de cargo mais alto.
- Confirme com dado antes de agir. Causa provável ainda é hipótese. Meça antes de montar o plano: é mais barato confirmar uma hipótese do que executar um plano errado.
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Exemplos de Ishikawa preenchidos
Diagramas completos para produção, atendimento, saúde e escola, com as seis categorias preenchidas.
Ver página →Modelo de Ishikawa para baixar
Em Word para editar e em PDF para preencher à mão na reunião.
Ver página →As 6 categorias do 6M
O que entra em cada categoria, com a pergunta que ajuda a levantar causas de verdade.
Ver página →O erro que mais desperdiça a ferramenta
Preencher o diagrama sozinho, na véspera da reunião. O valor do Ishikawa está na diversidade de quem responde: quem opera vê causas de máquina e material que a chefia não vê, e quem coordena vê causas de método e medição que a operação não vê.
Um diagrama preenchido por uma pessoa é uma lista de suspeitas dessa pessoa, organizada em formato de peixe.
Depois da causa, vem o plano
O gerador monta o quadro 5W2H na tela e exporta em PDF, Excel ou CSV.
Abrir o gerador →Perguntas frequentes
O que é o diagrama de Ishikawa?
É um diagrama em forma de espinha de peixe que organiza as causas possíveis de um problema em categorias — normalmente seis: método, máquina, mão de obra, material, medição e meio ambiente. Também é chamado de diagrama de causa e efeito.
Quais são os 6M do diagrama de Ishikawa?
Método, Máquina, Mão de obra, Material, Medição e Meio ambiente. Em serviços é comum substituí-los pelo 4P: políticas, procedimentos, pessoas e planta.
Para que serve o diagrama de Ishikawa?
Para ampliar o leque de causas antes de decidir qual investigar. Sem ele, a discussão em grupo converge rápido demais para a primeira hipótese plausível.
Qual a diferença entre Ishikawa e 5 porquês?
O Ishikawa abre — levanta muitas causas possíveis em várias categorias. Os 5 porquês aprofundam — pegam uma causa e vão até a raiz. As duas se combinam: Ishikawa levanta, 5 porquês aprofunda.
Quem criou o diagrama?
Kaoru Ishikawa, engenheiro japonês, na década de 1960, no contexto dos círculos de controle de qualidade.
Preciso de software para fazer?
Não. Um quadro branco e post-its funcionam melhor que qualquer software para a fase de levantamento, porque a discussão em grupo é o ponto. O diagrama digital serve para registrar depois.
