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Ciclo de Deming: origem do PDCA e o que é o PDSA

O ciclo tem três nomes e uma confusão de autoria que vale entender — porque a diferença entre PDCA e PDSA não é só de sigla.

Atualizado em 27.08.2026

Shewhart, Deming e a origem do ciclo

A formulação original vem de Walter A. Shewhart, estatístico dos Laboratórios Bell, que na década de 1930 propôs um ciclo de especificação, produção e inspeção como um processo contínuo em vez de uma linha reta.

W. Edwards Deming, que trabalhou com Shewhart, difundiu e reformulou a ideia — de forma decisiva no Japão do pós-guerra, onde o ciclo se tornou peça central da gestão da qualidade. Por isso ele aparece na literatura como ciclo de Deming, ciclo de Shewhart ou simplesmente PDCA.

Deming, aliás, resistia a que o método fosse chamado pelo seu nome e atribuía o crédito a Shewhart.

PDCA e PDSA: a diferença que importa

PDCAPDSA
Terceira etapaCheck — checarStudy — estudar
O que enfatizaConferir se o resultado bateu com a metaEstudar o que o resultado ensina, inclusive quando não bate
Uso mais comumGestão da qualidade, indústria, ISOPesquisa, saúde, melhoria em serviços

Deming preferia study justamente porque “checar” sugere uma conferência binária: bateu ou não bateu. “Estudar” aponta para a pergunta mais útil — o que este resultado nos ensina sobre o processo?

Na prática brasileira, PDCA é o termo dominante. Mas a crítica de Deming descreve com precisão o erro mais comum do ciclo: tratar a terceira etapa como conferência administrativa em vez de aprendizado.

Como aplicar a distinção sem trocar de sigla

Na etapa Check, não pare em “atingiu” ou “não atingiu”. Pergunte também: o que este número diz sobre a causa que a gente supôs? Se a resposta for interessante, você acabou de fazer um Study.

O ciclo e a melhoria contínua

A imagem clássica do PDCA é uma roda subindo uma rampa, com uma cunha atrás impedindo que ela volte. A cunha é a padronização da etapa Act.

É uma boa metáfora porque explica o que acontece quando se pula o Act: a roda volta. O ganho existe enquanto as pessoas lembram — e some na primeira troca de equipe.

Onde o PDCA aparece nas normas

A estrutura de alto nível das normas ISO de sistemas de gestão é organizada segundo a lógica do PDCA: planejamento, apoio e operação, avaliação de desempenho e melhoria. Isso explica por que o ciclo aparece em praticamente todo material de ISO 9001 — ele não é um requisito à parte, é a espinha da estrutura.

Depois da causa, vem o plano

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Perguntas frequentes

Quem criou o ciclo PDCA?

A formulação original é de Walter A. Shewhart, nos anos 1930. W. Edwards Deming difundiu e reformulou a ideia, sobretudo no Japão do pós-guerra — daí os nomes ciclo de Deming e ciclo de Shewhart.

Por que se chama ciclo de Deming?

Porque foi Deming quem o difundiu internacionalmente. Ele próprio resistia ao nome e atribuía o crédito a Shewhart.

Qual a diferença entre PDCA e PDSA?

A terceira etapa. No PDCA é Check (checar); no PDSA é Study (estudar). Deming preferia “estudar” porque “checar” sugere conferência binária, quando a etapa deveria produzir aprendizado sobre o processo.

Qual devo usar?

No Brasil, PDCA é o termo dominante e o que a maior parte das organizações reconhece. O importante é tratar a terceira etapa como aprendizado, não como conferência — que é exatamente o ponto da crítica de Deming.

O PDCA é exigido pela ISO 9001?

Ele não é um requisito isolado: a estrutura das normas ISO de sistemas de gestão segue a lógica do ciclo. Por isso o PDCA aparece como espinha do modelo, e não como um item a cumprir.

Leonardo Rezende

Leonardo Rezende

Editor, Plano de Ação

Escrevo sobre planejamento, execução e ferramentas de gestão. Todos os modelos publicados aqui são produzidos e testados por mim antes de ir ao ar. Sobre o site →

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