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Os 6M do diagrama de Ishikawa

As seis categorias parecem óbvias até a hora de preencher, quando toda causa parece caber em duas ou três ao mesmo tempo. Este é o critério que resolve.

Atualizado em 27.08.2026

CategoriaO que entra nelaPergunta que ajuda
MétodoProcedimento, sequência de trabalho, critério de decisãoO jeito de fazer favorece o erro?
MáquinaEquipamento, ferramenta, software, manutençãoO equipamento está adequado e em condição de uso?
Mão de obraTreinamento, dimensionamento, rotatividade, comunicaçãoQuem executa sabe, pode e tem tempo de fazer certo?
MaterialInsumo, matéria-prima, fornecedor, especificaçãoO material recebido atende à especificação?
MediçãoInstrumento, critério de aceitação, frequência de inspeçãoA medição detecta o problema quando ele ocorre?
Meio ambienteLayout, temperatura, ruído, iluminação, organizaçãoO ambiente atrapalha a execução correta?

Método

Tudo que diz respeito ao jeito de fazer: procedimento escrito ou não escrito, sequência das operações, critério de decisão, ponto em que a conferência acontece. É a categoria mais produtiva na maior parte dos problemas administrativos — e a mais esquecida, porque o jeito de fazer costuma ser invisível para quem sempre fez assim.

Máquina

Equipamento, ferramenta, software, instalação. Inclui manutenção: equipamento adequado mas com preventiva atrasada é causa de máquina. Em ambiente administrativo, esta categoria vira “sistema” — e costuma render mais do que a equipe espera.

Mão de obra

Treinamento, dimensionamento, rotatividade, comunicação, carga de trabalho. É a categoria mais delicada de conduzir, porque escorrega facilmente para julgamento de pessoas.

O critério que mantém a discussão produtiva: escreva a causa como uma condição, não como uma característica de alguém. “Operador desatento” é julgamento; “dois operadores novos sem treinamento formal” é condição — e tem ação correspondente.

Onde a análise de causa vira busca de culpado

É sempre nesta categoria. Se a discussão começar a nomear pessoas, pare e reescreva a causa em termos de condição: o que faltou para que a pessoa certa fizesse a coisa certa? Causa que aponta culpado não gera ação — gera silêncio na próxima reunião.

Material

Insumo, matéria-prima, componente, fornecedor, especificação. Em serviços, material inclui informação de entrada: cadastro incompleto, documento faltando, dado desatualizado. É uma tradução que amplia bastante o uso da categoria fora da indústria.

Medição

Instrumento, critério de aceitação, frequência e ponto de inspeção. É a categoria que menos gente entende e a que mais surpreende quando bem explorada.

A pergunta que a destrava: o problema seria detectado se acontecesse agora? Muitos problemas não são de execução, e sim de detecção tardia — e nesse caso nenhuma ação nas outras cinco categorias resolve.

Meio ambiente

Layout, temperatura, ruído, iluminação, organização do posto, ergonomia. Em trabalho administrativo, inclui interrupções e ambiente de comunicação. É legítimo deixá-la vazia — desde que a pergunta tenha sido feita.

Quando uma causa cabe em duas categorias

Acontece o tempo todo, e a resposta prática é: não importa. A categorização existe para ajudar a lembrar, não para classificar corretamente. Coloque na primeira que fizer sentido e siga.

Discussão sobre onde a causa se encaixa é o sintoma mais claro de que a reunião perdeu o rumo — e consome justamente o tempo que deveria ser gasto levantando mais causas.

Depois da causa, vem o plano

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Perguntas frequentes

O que são os 6M do diagrama de Ishikawa?

São as seis categorias em que as causas são agrupadas: Método, Máquina, Mão de obra, Material, Medição e Meio ambiente. Todas começam com M em português, daí o nome.

O que entra na categoria Medição?

Instrumento, critério de aceitação, frequência e ponto de inspeção. A pergunta que a destrava é: o problema seria detectado se acontecesse agora?

Como tratar a categoria Mão de obra sem culpar pessoas?

Escrevendo a causa como condição, não como característica. “Operador desatento” é julgamento; “dois operadores novos sem treinamento formal” é condição — e tem ação correspondente.

E se uma causa cabe em duas categorias?

Coloque na primeira que fizer sentido e siga. A categorização serve para ajudar a lembrar, não para classificar corretamente — discutir o encaixe consome o tempo do levantamento.

Posso usar menos de seis categorias?

Pode, mas não menos de quatro. Abaixo disso a categorização deixa de forçar o grupo a olhar para onde não olharia, que é a função da ferramenta.

Leonardo Rezende

Leonardo Rezende

Editor, Plano de Ação

Escrevo sobre planejamento, execução e ferramentas de gestão. Todos os modelos publicados aqui são produzidos e testados por mim antes de ir ao ar. Sobre o site →

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